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Redução da freqüência cardíaca previne infarto, diz estudo

Vem aí uma novidade na prevenção de ataques do coração: o controle da freqüência cardíaca(FC) que deve passar a ser levado em consideração no tratamento das doenças coronarianas juntamente com os índices elevados de pressão arterial e das taxas de colesterol, informa o estudo Beautiful divulgado no Congresso Europeu de Cardiologia, realizado em Munique, na Alemanha.

Este é o primeiro estudo a comprovar a relação entre os batimentos cardíacos acelerados e as doenças cardiovasculares. Para tanto foi analisado o desempenho de uma substância inédita que atua diretamente no marca-passo natural do coração capaz de reduzir a ocorrência de infartos em 36%, e em 30% a necessidade de revascularização, ou seja, a realização de angioplastias ou cirurgias cardíacas.

A nova substância – ivabradina, primeira de uma nova classe, conseguiu reduzir o risco dos eventos mais importantes, como infarto do miocárdio fatal e não fatal em um terço, mesmo quando os pacientes estavam recebendo tratamento ideal.

O diretor do Comitê de Direcionamento do Estudo e presidente da Sociedade Européia de Cardiologia Roberto Ferrari afirmou que  “freqüentemente uma grande quantidade de estudos é realizada em pacientes coronarianos. Porém, o simples monitoramento da FC não é feito. Esse estudo reforçou a necessidade da medida da FC em todos os pacientes coronarianos. E se essa for maior do que 70bpm torna-se imprescindível reduzi-la”.

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