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Grafeno tomará o lugar do onipresente silício

Estrutura molecular do granfeno - Foto: Divulgação

O futuro está chegando. Pelo menos para o grafeno, que está cada vez mais próximo dos computadores, nos quais poderá ocupar o lugar do hoje onipresente – mas cada vez mais próximo do limite tecnológico – silício.

Desde que essa nova forma de carbono foi isolada, em 2004, pelo grupo de Andre Geim, na Universidade de Manchester, diversos centros de pesquisa espalhados pelo mundo têm estudado as propriedades e aplicações dessa nova forma de carbono.

Em artigo publicado na  revista Science, um grupo do Centro de Pesquisa Watson da IBM, nos Estados Unidos, descreve a produção de transistores de efeito de campo formados por uma camada de grafeno sobre uma lâmina de silício.

O mais notável, segundo o estudo, é que o dispositivo atingiu a frequência de 100 gigahertz por uma distância de 240 nanômetros. A performance de alta frequência desse transistor de grafeno em tal distância supera os melhores de silício até hoje construídos.

Transistores feitos de grafeno podem alternar sinais eletrônicos mais rapidamente do que os de silício, apontam os pesquisadores. Tais transistores poderão se mostrar, no futuro, muito úteis em aplicações que exigem grande frequência e velocidade.

O grafeno é o mais fino e também considerado o mais forte de todos os materiais. Por características insólitas (reduzida espessura, por exemplo) e propriedades notáveis (condução de eletricidade), ele tem sido cotado, entre outras coisas, como possível sucessor do silício na fabricação de chips de computador ou como o material de base para a nova geração de dispositivos eletrônicos.

Por formar folhas resistentes e capazes de serem dobradas sem danos – por conta do arranjo de átomos de carbono em uma estrutura que lembra o de uma colmeia –, uma das principais aplicações potenciais do grafeno está na fabricação de aparelhos eletrônicos flexíveis. As informações são da agência Fapesp.

O artigo 100-GHz Transistors from Wafer-Scale Epitaxial Graphene (10.1126/science.1184289), de Yu-Ming Lin e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Paciente com doença degenerativa volta a ganhar massa muscular

Pesquisadores da USP conseguiram pela primeira vez fazer com que um paciente de miosite por corpúsculo de inclusão (MCI)— uma doença inflamatória que leva à degeneração lenta dos músculos — voltasse a ganhar massa muscular. Para isso, usaram uma técnica simples: o paciente levantava pesos leves com um aparelho de medir pressão obstruindo parcialmente o fluxo sanguíneo.

 Exercício com aparelho de aferir pressão fez regredir sintomas da doença degenerativa. Nessa miosite, os músculos lentamente perdem o volume e a capacidade de produzir força . Ficam enfraquecidos principalmente as coxas e dedos.

Os doentes têm dificuldades para fazer tarefas simples, como levantar da cadeira, segurar uma sacola, andar, engolir alimentos. O processo de atrofia geralmente começa perto dos 50 anos. A MCI é rara. Segundo pesquisas internacionais, para cada 1 milhão de pessoas, cerca de 14 sofrem com ela.

Na pesquisa, um paciente de 65 anos, fez exercícios para fortalecer as coxas com o fluxo sanguíneo parcialmente obstruído. Ele levantava 20% do peso máximo que conseguia carregar, uma quantidade bem abaixo da recomendada por profissionais de educação física para pessoas saudáveis. Os cientistas temiam que cargas altas aumentassem a inflamação fazendo o paciente perder músculos, em vez de ganhá-los.

Depois do treino, os músculos da coxa do idoso aumentaram o volume em 5% e ele conseguia levantar com as pernas cargas 11,6% mais pesadas. “Isso é significativo. É o que se espera em idosos saudáveisâ€, diz o autor da pesquisa, o doutor em Educação Física Bruno Gualano.

Ele fez a pesquisa no Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia (LACRE) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Gualano destaca que a o tratamento não curou a doença, apesar da melhora no quadro do paciente.

O idoso também relatou melhoras na qualidade de vida e teve mais facilidade para lidar com atividades do cotidiano. Ele teve uma melhora de 60% em um teste que consiste em sentar, levantar, andar até um cone distante três metros, contorná-lo e voltar. O tempo caiu de 16 para 10 segundos.

Para saber mais sobre a pesquisa e assistir ao depoimento do paciente, veja o artigo em formato audiovisual no Journal of Visualized Experiments . O trabalho também foi publicado na revista Medicine and Science in Sports and Exercise. Informações da agência USP.

Hormônios produzidos durante gravidez inibem câncer de mama

Os hormônios produzidos durante a gravidez induzem uma proteína que inibe o crescimento do câncer de mama, segundo uma pesquisa publicada hoje pela revista “Cancer Prevention Research”. “Os hormônios, como o estrogênio, induzem a alfa-fetoproteína (AFP) que poderia ser um agente bem tolerado para o tratamento e a prevenção do câncer de mama”, disse Herbert Jacobson, que liderou a pesquisa. Jacobson é pesquisador no Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York.

“O corpo tem sistemas naturais de defesa contra o câncer de mama. O que se precisa é o manejo seguro da AFP e seu desenvolvimento em um composto que possa ser usado para proteger as mulheres do câncer de mama”, disse.

Estudos recentes mostraram que os hormônios liberados durante a gravidez, como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica humana, reduzem o risco de que a mulher desenvolva câncer de mama.

A AFP é uma proteína produzida normalmente pelo fígado e pela vesícula vitelina que envolve e nutre o feto nas primeiras semanas de sua gestação.

Jacobson e seus colegas procuraram determinar se a administração de hormônios da gravidez a ratas expostas a agentes cancerígenos as levava à produção da AFP, o que, por sua vez, causa o efeito protetor.

Os resultados do estudo mostraram que o tratamento com estrogênio e progesterona, estrogênio sozinho ou gonadotrofina coriônica humana reduz a incidência de câncer de mama nos ratos.

Americana engravida durante gravidez

Divulgação

Durante uma ultrassom de rotina para acompanhar sua 11ª semana de gestação, a americana Julia Grovenburgm, de 31 anos, levou um susto ao saber que havia outra bolsa gestacional em seu útero, com um feto duas semanas e meia mais novo.

A americana Julia Grovenburg, de Fort Smith, no Estado de Arkansas, está grávida de duas crianças geradas, aparentemente, em ocasiões diferentes, segundo informações da imprensa americana. Segundo ela contou à imprensa americana, o susto foi tão grande que ela começou a se sentir mal.

“Passamos três anos tentando engravidar, e nada. Não quisemos tomar remédios para fertilidade, porque não queríamos gêmeos. Deus acabou rindo por último”, disse Julia Grovenburg ao jornal New York Daily News.

 

Universidade Hebraica inaugura entrevistas on line

A partir deste mês, a Universidade Hebraica de Jerusalém (UHJ) inaugura um novo serviço na web, através do Facebook Vídeo Series, intitulado Especialistas ao seu alcance – vocês perguntam, eles respondem.

O objetivo é o contato direto dos professores da UHJ com estudantes e o público interessado em todo o mundo. Na primeira segunda-feira de cada mês haverá um vídeo no Facebook e as consultas poderão ser feitas com comentários deixados no wall da página ou através da seção de notas.

Na segunda-feira seguinte, as consultas serão respondidas através de outro vídeo que aparecerá na rede. Para uma explicação em vídeo (em inglês) do funcionamento desse sistema, clique aqui.

Casos de dengue caem 34,2% no Brasil

O número de casos de dengue registrados no Brasil em 2009 caiu 34,2% em relação a 2008. De janeiro a dezembro do ano passado, o país teve 529.237 notificações, ante 803.522 em 2008 (veja tabela abaixo). A redução foi observada em 16 estados e no Distrito Federal. O Rio de Janeiro registrou a maior queda (95,7%), seguido do Rio Grande do Norte (91,4%) e Sergipe (89,6%). Os estados de Rondônia, Acre, Amapá, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentaram aumento no número de casos.

Também houve queda nos casos graves da doença, que passaram de 22.193 para 8.223, no comparativo entre os últimos dois anos, representando uma diminuição de 63%. Esses casos correspondem à soma dos registros de Dengue com Complicações (DCC) e Febre Hemorrágica de Dengue (FHD).

Os casos de DCC são pessoas que tiveram complicações decorrentes da doença, mas que não chegaram a ter um quadro classificado como dengue hemorrágica. Separando essas duas formas graves da doença, os casos de DCC tiveram redução de 66,9%, passando de 17.961 para 5.952. No caso da FHD, a queda foi de 46,4%, passando de 4.232 registros para 2.271.

O levantamento revela, ainda, redução de 39% nas mortes em decorrência da dengue. Em 2009, houve 298 óbitos, sendo 154 por FHD e 144 por DCC. Em 2008, foram registradas 491 mortes (229 por FHD e 262 por DCC). Destaca-se que nos estados do Amapá, Tocantins, Pernambuco e Paraná, mesmo com registro de casos graves da doença, as Secretarias Estaduais de Saúde não notificaram mortes.

Apesar do balanço positivo, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a importância de manter as ações de controle da doença nos estados e municípios. “Os números são resultado da mobilização de toda a sociedade. Agora, todos devem estar unidos no combate à dengue por meio de medidas de prevenção e controle dos criadouros do mosquito”.

O balanço foi feito a partir de dados informados pelas Secretarias Estaduais de Saúde até 22 de janeiro de 2010.

Inca oferece três vagas para cargo de pesquisador

Estão abertas de 1º e 26 de fevereiro de 2010 as inscrições para seleção de pesquisadores que vão integrar o quadro permanente do Instituto Nacional de Câncer (Inca), pelo Plano de Carreiras da Ãrea de Ciência e Tecnologia.

O concurso é para preenchimento de três vagas no cargo de pesquisador nas áreas de Biologia Celular e Molecular aplicada ao Desenvolvimento de novos fármacos antineoplásicos; Biologia Celular e Molecular da Oncogênese; e Oncovirologia.

Para concorrer, o candidato deve ter graduação e doutorado, além de ter realizado pesquisa por pelo menos três anos em sua área de atuação após a obtenção do título.

O formulário de inscrição está disponível no site do Inca, responsável por todo o processo seletivo. A taxa de inscrição, de R$ 150,00, deverá ser paga por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), em qualquer agência do Banco do Brasil, até o dia 09 de março de 2010.

As datas das quatro fases do concurso, de provas e pontuação, serão divulgadas pelo Diário Oficial da União e por meio do site do Inca.

Endeavour é lançada rumo à estação espacial internacional

Endeavour é lançado nesta segunda no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (Foto: Terry Renna/AP)

O ônibus espacial Endeavour partiu às 7h14 (horário de Brasília) desta segunda-feira (8) da plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à estação espacial internacional (ISS). Com o voo, a família de ônibus espaciais da Nasa, que será desativada este ano, acumula 130 missões.

A missão iniciada nesta segunda vai durar 13 dias, com três caminhadas espaciais previstas. Um novo módulo, o ‘Tranquility’, será instalado na ISS. Ele terá uma cúpula com sete janelas de onde será possível fazer observação panorâmica da Terra, de corpos celestes e de naves em suas manobras de aproximação da estação. Essa estrutura foi construída pela ESA, a agência espacial europeia.

A tripulação da Endeavour tem seis astronautas. A única mulher do grupo, Kathryn Hire, participa de sua segunda missão (a primeira foi em 1998). Com 50 anos de idade, é capitã da Marinha americana (reservista). Foi a primeira mulher das Forças Armadas americanas a ser designada para uma tripulação de combate aéreo.

Estudos alertam para o uso indevido de suplementos

Estudos que foram utilizados pelo Conselho Federal de Medicina (CMF) no processo de revisão,  publicados em importantes revistas científicas internacionais, confirmam o risco do uso indevido de vitaminas e complementos. Entre os prejuízos, estão desde o aumento do risco de câncer até a morte.

O chefe do Departamento de Geriatria do Hospital Moinhos de Vento e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Emilio Hideyuki Moriguchi, explica que, desde 1994, já havia evidências que sugeriam que o uso não criterioso de vitaminas poderia fazer mal.

“No entanto, agora os indícios são ainda mais fortes. Há estudos clínicos randomizados, com base populacional ampla, que confirmam as evidências de que o uso de megadoses de vitaminas – ou mesmo doses usuais de suplementos vitamínicos implementadas sem critério – pode aumentar o risco de mortesâ€, alertou o professor e geriatra, que também integrou a Câmara Técnica do CFM responsável por rever a resolução.

O motivo da preocupação vem, principalmente, do uso ampliado destes métodos e suplementos pela população, o que deixa um grande número de pessoas expostas aos riscos dos efeitos adversos. Nos Estados Unidos, uma pesquisa da National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) mostrou que 35% dos participantes reportaram recente uso de suplementos vitamínicos.

Moriguchi ressalta que é crescente a divulgação, entre a população, de novos métodos terapêuticos baseados no emprego de substâncias visando o equilíbrio celular, mas que é insuficiente a comprovação científica de algumas dessas propostas, por isso a preocupação do CFM de tratar do tema.

“Essa resolução é de utilidade públicaâ€, alertou o conselheiro Henrique Baptista e Silva. Ele acrescenta que o uso destas substâncias pode acontecer, contudo após uma avaliação clínica criteriosa, incluindo a realização de exames, que comprovem a pertinência do emprego dos métodos ortomoleculares. Segundo o coordenador da Câmara Técnica, a população deve estar ciente destes riscos e procurar e outras alternativas, como os hábitos saudáveis de vida, para reforçar o organismo contra das.

A nova resolução entra em vigor na data de sua publicação e pode ser conferida na íntegra no site do CFM (*www.cfm.org.br* <http://www.cfm.org.br/>). Os médicos que a descumprirem estão sujeitos às penas disciplinares previstas: advertência confidencial, censura confidencial, censura pública, suspensão do exercício profissional por até 30 dias ou cassação do exercício profissional.

Fonte: Conselho Federal de Medicina (CMF)

CFM restringe prescrição de megadoses de vitaminas

A prescrição de megadoses de vitaminas, sais, ácidos e proteínas, entre outros procedimentos adotados pelos seguidores das chamadas práticas ortomolecular e biomolecular, estão na mira do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Na edição da última sexta-feira, do Diário Oficial da União, foi publicada a resolução CFM 1938/2010 que define limites e critérios para a prescrição de fórmulas e terapias deste tipo. O texto, preparado por um grupo de especialistas, atualiza outra resolução (CFM 1500/1998) e confirma a ausência de comprovação científica da eficácia das práticas ortomoleculares.

O principal objetivo do novo documento foi incorporar o que há de mais avançado em termos científicos à definição dos limites para o diagnóstico e procedimentos terapêuticos da prática, explica o coordenador do trabalho, o conselheiro Henrique Batista e Silva.

“A tônica da resolução é combater o uso da suplementação sem critérios. Ficamos mais cuidadosos com o que consideramos megadoses, estabelecendo limites de segurança com relação ao emprego de vitaminas e sais mineraisâ€, explica.

Os tratamentos propostos pela prática ortomolecular e biomolecular incluem correção nutricional e de hábitos de vida; reposição medicamentosa das deficiências de nutrientes; remoção de minerais como ferro e cobre, quando em excesso; remoção de minerais tóxicos, como chumbo, mercúrio e alumínio; e remoção de agrotóxicos, pesticidas ou aditivos alimentares. Leia no próximo post: estudos confirmam o risco do uso indevido de vitaminas e suplementos.